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terça-feira, 8 de setembro de 2015

O Último Patriota - Brad Thor

Brad Thor atuou no Afeganistão  e fez parte dos serviços militares dos E.U.A., utilizando de maneira bastante interessante seus conhecimentos e recursos para produzir este romance.


Baseando-se na história do Islamismo,  mas alterando determinados fatos históricos e criando alguns outros a favor de sua obra, o autor nos apresenta uma história interessante, gostosa de ler, com muitos dados técnicos que deixam o leitor de queixo caído mediante tantas informações sobre os militares norte-americanos.

Basicamente, uma descoberta pode mudar toda a história da religião islâmica,  e para impedir que isso aconteça,  alguns fundamentalistas precisam exterminar aqueles que desejam expor essa descoberta.  Nesse ínterim, um agente do FBI afastado acaba se envolvendo sem querer na história,  sendo o grande 'mocinho' das histórias do autor,  pelo que pesquisei.

Pode ser lido em sequência ou independente,  como eu fiz,  mas de todo modo é um livro que prende a atenção,  desperta o interesse e a curiosidade do leitor, provocando certo êxtase em determinados trechos e uma breve sensação de vazio em outros.

De tal modo é,  que no final, esperando um fechamento interessante,  o leitor recebe apenas um  "mais-do-mesmo", apesar de apresentado de forma diferente e que poderia ser, de fato,  diferente.

Apesar de tudo isso,  vale a pena a leitura.

Nota 8.

sábado, 15 de agosto de 2015

A Cidade & A Cidade - China Miéville

Mais um ótimo livro deste autor.

Na excelente tradução de Fábio Fernandes (bastante conhecido pelas traduções da Editora Aleph e em livros de ficção científica).

Miéville nos apresenta aqui uma situação interessante: mesmo espaço geográfico,  duas cidades, em países diferentes.  Como isso é possível? É o primeiro pensamento que surge. Não o último.

Incrivelmente, o autor explora muito bem a realidade fantástica de Beśzel e Ul Qoma, cidades diferentes, em países diferentes,  mas que dividem o mesmo espaço geográfico, tornando possível a ocupação do mesmo espaço por dois "corpos" diferentes. 

Quando um crime acontece e a polícia do local não acredita ter meios de resolvê-lo, tenta passar a competência para a única esfera que é capaz de tudo: a Brecha. E muito acontece,  em diversas situações, transformando esse enredo, sem perder o fio da meada nas mudanças de comportamento de cada um dos personagens.

Ver e desver, sentir e dessentir, ignorar e fingir que nada aconteceu sem dar ênfase aos próprios pensamentos para não  violar uma das maiores leis locais,  compartilhadas por ambas as cidades e seus cidadãos: fazer brecha.

No início,  é complicado entender esse recurso explorado pelo autor,  porém logo nos primeiros capítulos fica claro para o leitor como deve ser essa leitura: rica em detalhes,  nuances e de muita figuração.

Utilizando livremente os recursos de linguagem e unindo diversos temas bastante explorados na literatura,  como a fantasia e, ao mesmo tempo,  a ficção científica, o policial e o suspense, Miéville demonstra claramente que é um dos grandes autores deste momento, utilizando seus conhecimentos de forma magistral,  para nos presentear com essa fantástica história onde utiliza muito bem elementos de suspense,  medo, obediência, diferenças e percepções, tantas vezes sendo necessário ignorar ou valorizar uma ou outra no decorrer das páginas.

Depois de Rei Rato, não esperava menos. 


Resta-nos agora esperar que a Boitempo Editorial traga os demais livros do autor e que sejam tão bons quanto esses dois.

Nota 9,5!

quinta-feira, 30 de julho de 2015

Eu Mato - Giorgio Faletti

Suspense Policial. 


Uma bela história de suspense na perseguição a um serial killer que desafia uma das polícias mais eficazes do mundo - a Sûreté Publique de Monte Carlo.

Faletti nos apresenta uma trama de suspense muito bem construída e muito bem costurada, com bons e bem caracterizados personagens,  com profundidade inesperada para um livro desse gênero.

Sua descrição  do Principado de Mônaco,  das localidades,  das ações e das características de cada um dos personagens (e suas histórias que recebem o devido tratamento no  decorrer  das páginas) é fantástica. Um dos poucos autores a não descaracterizar seu vilão.

As cenas, muitas delas, muito bem desenhadas ao leitor, levando este a sentir-se, de certo modo,  participante da história.

A apresentação e caracterização do vilão é irrepreensível,  permanecendo neste perfil até o final do livro,  mesmo que já identificado durante a trama e citado muitas e muitas vezes.

O  autor nos deixa então uma história quase perfeita,  mas maravilhosa,  que prende a atenção desde a primeira página.

Vale cada minuto  investido nesta ótima leitura.

Nota 9,5!