sábado, 18 de março de 2017

O Rapto do Menino de Ouro - Marcos Rey


Desafio literário 2017. 

Março: um livro publicado no ano que nasci. O ano era 1982. 

Entre as várias opções, escolhi um da Coleção Vagalume que nunca tinha lido: O Rapto do Menino de Ouro, de autoria de Marcos Rey.

É uma história juvenil que se passa na cidade de São Paulo, no bairro da Bela Vista, onde um garoto que se destaca cantando começa a ficar famoso, sofre um rapto e, pelo drama da coisa toda, a história se desenvolve.

Rey usa bem os aspectos da época: dramatização, excesso de personagens com funções na história,um gênio e um bandido que convivem no mesmo núcleo. 

Eu achei a trama até um tanto redundante (ou repetitiva, talvez), em que os elementos se sobrepõem e um deles sempre se destaca sobre os outros. O nível de mistério é baixo, mas ainda surpreende ao final da história.

É interessante pra entender como era o modo de produção literário há 30 anos, bom para reler por saudades e para compreender como as histórias de mistério cresceram tanto em qualidade nos últimos anos.

Nota 7.

quarta-feira, 1 de março de 2017

Perdidos na Babilônia - Peter Lerangis

O mês ainda não havia acabado e eu fiquei bastante curiosa para saber o que acontecia depois do final de A ascensão do Colosso .


#Livro3 de 2017, Perdidos na Babilônia é o segundo volume da saga As Sete Maravilhas, de autoria de Peter Lerangis.

Bem mais dinâmico que o primeiro volume, este livro já se inicia dentro de uma grande aventura. E tantas outras acontecem ao longo das páginas, prendendo o leitor fiel à história, na expectativa de descobertas e soluções de situações que ficam pendentes no final do primeiro volume.

O autor se apropria bem de seus personagens, mostrando que falhas de caráter existem e dependem muito do contexto social de cada pessoa.

Conhecemos uma incrível suposição de sobreposição de tempo e espaço, criando um continuum bastante interessante. E, claro, a trama ganha mais cor e sabor neste segundo volume.

A partir do terceiro terço, o livro se torna quase "inlargável", graças aos MUITOS e surpreendentes acontecimentos da história, que se desenrola em lugares de grandes significados da história do mundo, extremamente bem descritos e cheios de detalhes inesperados.

Este sim, vale bem a leitura.

Nota 9.

domingo, 19 de fevereiro de 2017

A Ascensão do Colosso - Peter Lerangis

Livro #2 de 2017. 

Desafio literário me pedia esse mês um livro com um dragão na capa. (Só no final foi que descobri que não era um dragão!) Escolhi A Ascensão do Colosso, de Peter Lerangis. Volume 1 da série As Sete Maravilhas.

Lerangis é norte americano e tem na conta mais de 150 livros, entre eles várias séries. 

Em, A Ascensão do Colosso temos uma história desenhada para ser divertida, cativante e de leitura sequencial e rápida. 

No início, sem compreender muito bem a proposta do autor por não ter lido nada sobre a série, eu esperava uma história mais pesada, com mais detalhes históricos, mais cansativa de ler e fui surpreendida por algo diferente.

Por conta de uma alteração genética rara e pouquíssimo crível, um grupo de jovens têm sua vida em risco e, com a ajuda de uma organização secreta, precisam resolver vários enigmas e enfrentar muitos desafios para, quem sabe, conseguirem resolver seu próprio problema.

Provavelmente buscando atingir o público adulto jovem e, até mesmo, adolescentes, o autor utiliza palavras de fácil compreensão, com linguagem bem atual, gírias e contextualiza a história na atualidade, utilizando termos como Google Maps, Angry Birds, entre outros, o que faz o leitor se sentir em casa e, inclusive, participando ativamente da história.

O começo da história é bastante descritivo e um tanto lento, mas logo depois das 30 primeiras páginas a coisa já começa a ficar bem agitada e muito interessante, pois já percebemos jogos de vida ou morte, tramas, desafios entre os personagens e várias aventuras para conseguir atingir seus objetivos. Isso deixa a leitura muito mais dinâmica, rápida e gostosa de aproveitar.

Lerangis deixa o final com a vontade de pegar o livro seguinte, porém no Brasil acaba de ser publicado o terceiro volume da série - que, eu suponho, será composta por 7 livros. 

É uma história para ler e se divertir, além de atualizar alguns conhecimentos históricos. Envolvendo a história do Reino Perdido de Atlântida, deve ter sido bastante interessante a construção desta série. Pois ela apresenta situações reais em locais reais, associando tudo isso ao grande mistério do sumiço do continente antigo.

É uma leitura que vale a pena, mas que não exige pressa. E mesmo para mim, que adoro literatura fantástica, achei que o livro poderia ser melhor. Aguardemos os próximos volumes.

Nota 7,5.

domingo, 5 de fevereiro de 2017

O Clone de Cristo - J. R. Lankford

Para o mês de janeiro, um livro de capa VERDE.

Entre todos os que peguei na mão, o escolhido foi O Clone de Cristo, primeiro romance de J. R. Lankford

Jamilla Lankford é engenheira. Com uma bela carreira internacional que abandonou, decidindo-se, em 1993,  a se dedicar à literatura, tendo, inclusive, fundado sua própria agência alguns anos mais tarde.

Nesta obra, Lankford aborda um tema bastante controverso: clonagem humana. E conseguiu fazer com que isso fosse o menos controverso de tudo, pois o clone viria justamente do Santo Sudário

Em um romance policial (talvez, até, médico?) bem escrito, a autora nos apresenta situações onde perda daquilo que se acredita verdadeiro leva a uma busca por referências familiares, sentimentais, e de crenças que podem, eventualmente, estarem em desencontro àquilo que se foi levado a crer. 

Ainda que pareça confuso, é isso o que autora nos mostra: Desencontros, perdas, medos, ansiedade, desespero, dor, fé, amor.

No meio de tudo isso, a busca pela verdade, pela solução de um grande dilema histórico, e, ao mesmo tempo, o desespero e a fuga de situações de vida ou morte. 

No transcorrer das quase 400 páginas, a autora apresenta um texto agradável, uma trama bem construída, muito bem embasada na história do mundo. Quando os critérios médicos são exigidos, estes são apresentados com riqueza de detalhes, que, talvez, até canse um pouco o leitor um pouco menos conhecedor do mundo da medicina. 

Entretanto, em momento algum, ocorre a perda de interesse nesta leitura.

Em determinados momentos, o texto se torna mais frenético, obrigando o leitor a, praticamente, devorar as páginas que se seguem, até atingir momentos de calmaria. Há, inclusive, momentos tão desesperadores que podem levar o leitor às lágrimas - literalmente. 

O final, laureado de modo surpreendente, deixa o leitor boquiaberto. Deixando o leitor com gosto de quero mais, esperando virar mais páginas e descobrir o que acontece depois.

De acordo com a editora que publicou esta edição, Saída de Emergência (hoje, no catálogo da Editora Arqueiro), a autora hoje trabalha em outro romance, sobre o navegador Vasco da Gama. Quando, e se, for lançado por aqui, deve ser uma obra que desperte a atenção dos bons leitores que gostam de um romance histórico. 

Quanto aO Clone de Cristo, recomendo fortemente a leitura. 

Nota 9,5.

Desafio Literário 2017

Ler é um hábito. 

Um hábito do qual eu gosto bastante. Estou sempre lendo alguma coisa. Entretanto, por conta das mudanças nos horários e nas demandas, no último ano li metade dos livros que li no ano anterior. Este ano, resolvi tentar seguir um desafio que achei ser interessante e que me pareceu minimamente plausível: Um livro por mês, no mínimo, com características específicas.


Comecei devagar, com muitas leituras técnicas em janeiro e muitos desafios para este ano no setor profissional e pessoal, mas vamos que vamos. Pelo menos uma leitura não técnica por mês deve ser possível. 

E aí, o que acham deste desafio?

Se vierem mais, melhor. Se não, paciência. 

Bora curtir o que já se tem! :)

O primeiro consegui terminar hoje. A resenha vem logo mais! ;)

segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

As Aventuras de Tom Sawyer - Mark Twain

No início de dezembro passado, terminando um livro e conversando com um amigo muito querido, recebi a indicação de leitura de As Aventuras de Tom Sawyer, de Mark Twain.

Thomas Sawyer é um menino órfão de pai e mãe, que vive com seu irmão Sid, ambos criados pela tia Polly. É uma criança alegre, que adora brincar, se divertir e demonstra grande sofrimento com a necessidade de ir à escola ou à igreja aos domingos, tendo apenas o sábado de folga para se divertir à vontade.

Acontece que em um destes sábados, por ter aprontado mais uma das suas, recebe um castigo que o deixa desolado, mas que ele mesmo, com suas artimanhas, consegue revertê-lo em seu próprio benefício, sem, com isso, deixar de cumprir com a tarefa imposta por sua tia Polly.

Em sua cabeça, milhares de possibilidades surgem, uma sempre mais atraente que a anterior, e os caminhos para atingir os objetivos são, geralmente, trilhados com o grande amigo Huckleberry Finn [que posteriormente tem sua história contada em um livro único e denominado o melhor livro do autor]. Mas, mesmo sendo um grande amigo, Tom não revela a Huck sua paixão por Becky, paixão que durante grande parte da história dá um verdadeiro susto na população da aldeia onde vivem e, por alguns breves instantes, também no leitor.

No decorrer de todas as suas aventuras, Tom e Huck acabam protagonizando juntos o último terço do livro, mostrando o quanto crianças podem ser maduras em alguns momentos da vida. 

Ainda que de grande ingenuidade, Tom e sua turma acreditam em todos os rituais, rezas e tudo o mais que escutam. Além disso, o autor trabalha a relação de confiança entre os personagens infantis, além de trabalhar isso também entre os personagens adultos, que, no fim das contas, não parecem tão mais maduros assim que as crianças.

Há trechos na história em que o leitor é quase carregado nos braços, noutros é deixado no chão a arrastar as próprias pernas. É uma história leve, com um perfil mais puxado para literatura infanto-juvenil, mas que não deixa absolutamente nada a desejar para o público adulto, pois leva cada leitor a relembrar seus tempos de criança.

Gostei muito da leitura. 
Huck Finn já é o próximo da fila! 

Nota 9,5! 

sábado, 26 de novembro de 2016

A Hora do Lobisomem - Stephen King

King sempre está presente! 

Escrito no ano de 1983, este pequeno livro foi desenvolvido por um desafio feito ao autor em 1979, durante o World Fantasy Award.

A ideia era criar uma história-calendário, com eventos ocorrendo mês a mês e deu a oportunidade para que King criasse sua história de lobisomem.

O livro é curto (na versão digital são 56 páginas), e mostra a pacata cidade de Tarker's Mills, ao norte do Maine, onde, repentinamente, começam a ocorrer incidentes bizarros, atribuídos a algum psicopata pelo população local.

Entretanto, é bem diferente disso. 

E, mesmo em poucas páginas, é uma história bastante agradável e que prende o leitor ao longo dos parágrafos e provoca, até mesmo, aquela pequena falta de ar em determinados momentos.

A narrativa mostra situações do dia a dia, convertidas em momentos de terror para alguns dos personagens e deixa o leitor bastante curioso, apesar da deixa que facilita bastante descobrir o responsável por todos os ataques.

É um livro para ler rápido e chegar ao final levemente ofegante. 

Uma boa leitura.

Nota 8,5!