domingo, 16 de fevereiro de 2014

Prince of Thorns - Mark Lawrence

A leitura prevista para iniciar amanhã é Prince of Thorns, Mark Lawrence. Mais um lindo livro da Editora Dark Side.

É o primeiro volume da Trilogia dos Espinhos e conta a história do Príncipe Honório Jorg Ancrath, que testemunhou o assassinato brutal da mãe, a Rainha, e do irmão, William.

Movido pelo desejo de vingança, lidera um grupo de assassinos, para se vingar e recuperar seu império destruído.

O segundo volume da série, King of Thorns, está prometido para abril/14.

A leitura promete ser muito boa.
O livro tem capa dura, que é linda, super bem trabalhada, e têm, em seu interior, lindas gravuras. O livro é todo em papel pólen e tem uma configuração de texto boa de se ler.

Espero que seja uma boa leitura. Logo mais, resenha a respeito. ;)

Christine - Stephen King

Uma leitura não, propriamente, densa, mas levemente cansativa.

É a famosa história do 'Carro Assassino', Christine, de Stephen King.

O livro conta a história de um rapaz, Arnie Cunningham, daqueles clássicos sofredores de bullying por todos os locais onde passa - da escola à casa. É extremamente solitário por conta disso e, em determinado momento, encontra um carro à venda - um Plymouth Fury 1958 - e se apaixona por ele à primeira vista. Quando o compra, bem detonado - vidros, pneus, carroceria -, tem a intenção de restaurá-lo, deixando-o como novo.

Acontece que, sem perceber, o carro o transporta no tempo, e se restaura. Sim, o carro se conserta. Poucas são as peças que Arnie Cunningham troca realmente. Dennis, seu melhor - e único - amigo, acha estranha essa "reforma", mas não comenta nada e a história segue.

Quando alguns rapazes cometem algumas atrocidades é que o carro de fato "ganha vida" e inicia-se o verdadeiro terror.

Guiado por uma força, o carro se vinga, mas Arnie nunca está ativo em nenhuma destas situações. O estranho é que as suspeitas recaem sobre ele, ainda que ele nunca esteja presente e tenha sempre álibis sólidos para cada uma das ocasiões.

Sem dar mais spoilers que o necessário. ;) Mas, que fique claro, nenhum dos que citei aqui atrapalham a leitura.

O início do livro, até quase a metade, é um tanto cansativo. Altamente descritivo, não me prendeu muito a atenção, porém, os últimos 40% do livro compensam TUDO.
Os últimos 15% então, quando começam os desfechos, são fantásticos.

É como se tudo acontecesse de uma só vez. As disputas, os interesses, o medo, o terror, a crueldade pura e simples que vêm à tona, surgindo de onde já se esperava - mas não da maneira como se esperava.

Esse livro foi lançado em 1983, eu tinha apenas 1 ano de idade neste ano (sem crises com a idade). Até hoje, Stephen King lança bons livros. Alguns mais, outros menos. O público em geral tem seus preferidos e aqueles que não agradaram, mas o autor sabe como explorar as temáticas do medo e do terror.

Esse livro veio antes do acidente, que muitos dizem que o mudaram, então é de se acreditar que a maldade mais pura está presente nele, nesta história. Há amor, há amizade... e há maldade, pura e simples.

O final, inesperado para mim, é bom. E deixa muita coisa no ar.
É um livro que vale a pena.

P.S.: O filme se baseia apenas em parte da história do livro, mas também é bastante legal. Os recursos utilizados para o filme foram mais simples do que temos hoje em dia em termos digitais, mas foi bem feito. Talvez fosse interessante um remake, utilizando os recursos digitais que temos hoje disponíveis. Talvez. ;)

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Ainda ela...

Apesar das férias,  tenho lido pouco.
Estou lendo Christine,  e o livro não me prendeu muito para "devorar" o livro, como fiz com tantos outros do Stephen King.
Foi como com O Cemitério. 

Em breve devo terminar a leitura, e postarei a resenha.

Na quarta feira voltamos ao ritmo normal, daí haverá um certo benefício literário, certamente.

Boa semana e boas leituras. ;)

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

A leitura da semana é Christine, de Stephen King.

Nem posso dizer mais que SK é meu autor preferido. É um deles, isso é certo. E deve ser o principal deles, considerando a quantidade de livros que tenho dele na prateleira que está sobre a minha cama. Há muitos outros que muito têm me agradado.

E ainda ótimas indicações de novos autores, inclusive brasileiros.
Vamos lá!
Semana que vem recomeçam as aulas e o ritmo de leitura volta ao normal. Essa história de férias não ajudou tanto nas minhas leituras.

Mas ajudou na inspiração. Têm surgido ótimos ideias!

Boa semana a todos.

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Clube do Filme - David Gilmour

Este livro nos traz a experiência pessoal do autor, na educação de seu filho, adolescente e sem vontade de continuar frequentando a escola.
Em um período conturbado,  ele se arrisca e se encarrega pessoalmente da educação do filho. Mas essa educação virá dos filmes e das discussões sobre estes filmes após assistí-los.

As muitas situações vividas demonstram a capacidade que o ser humano possui de aprendizagem e aproveitamento.  Não é,  especificamente,  necessário frequentar a escola por um período X ou aprender determinadas matérias para que seja possível ter uma boa profissão.  E isso é demonstrado nesta história.
E quando chega sua hora o próprio rapaz, por vontade própria,  decide o rumo a seguir.

O estudo nos torna capazes de aprimorarmos nossos conhecimentos,  ampliá-los. Mas nunca devemos deixar de lado nosso gosto pessoal,  nossa paixão,  por um "emprego de bom salário que garanta a vida". Sem amor, vira escravidão.  E escravidão vira desgosto,  perda de vontade e insatisfações,  uma sobre a outra.

É isto que esse livro explora: o medo de um pai que poderia ter deixado seu filho se perder pelos caminhos da vida.
Mas fez o contrário: utilizando filmes, bons filmes,  explicações e muito incentivo, deu ao filho a oportunidade de descobrir por si próprio quais seriam seus bons caminhos.

Bom livro,  uma leitura suave, com algum drama e alguma graça.
Recomendo. ;)

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Filmes...

E hoje foi o dia do filme!
Fazia tempo que não assistia 2 filmes no mesmo dia, e esta semana parece que promete com relação a isso.

No sábado, Cemitério Maldito. No domingo, Trocas Macabras e The Dead Zone.
Já li os livros referentes a Cemitério e Dead Zone, ainda não li Trocas Macabras (Needfull Things, no original). Ambos os livros tem comentários no blog. ;)

Hoje foi a vez de A Menina que roubava livros (com comentários já postados, mais cedo) e, agora, Mato sem cachorro.
Produção nacional, com uma boa história, que se prolonga demais. É um tanto clichê, cheio daquele linguajar chulo que brasileiro tanto gosta de usar e ouvir.
Se tivesse uns 40 minutos a menos, seria bem melhor.

Em princípio é aquela história clichê, de um cara que comete uma cagada e conhece a 'mulher da sua vida'. O casal se apaixona, vive juntos um tempo, com um cachorro no meio, daí acontece uma coisa chata que os separa.
Então, várias situações ocorrem, fazendo os dois se reaproximarem e... bom, é óbvio.

Leandra Leal e Bruno Gagliasso levam esse filme na raça, porque realmente não há muito o que esperar.
Danilo Gentili, como o primo tosco, que nem Jesus Cristo e os 12 apóstolos explicariam o porquê de este cara estar neste filme. Talvez uma forma de fazer o filme ficar 'brasileiramente' engraçado.
Rafinha Bastos, com toda a sua altura (e claramente explorada no filme), interpreta um veterinário, ligeiramente cômico em sua seriedade. Poderia ser qualquer outro autor, ficaria tão bom quanto - e talvez desse um certo grau de valor às cenas.
Enrique Díaz e Letícia Isnard também são duas boas presenças no filme.

No geral, o filme tem uma história básica, clichê, com um final deveras esperado. Tem uma boa fotografia, exibindo as belezas pouco conhecidas do Rio de Janeiro, como o bairro de Santa Tereza / Lapa.

A ideia foi boa, só foi mal explorada.

Assista se tiver tempo sobrando e quiser dar umas risadas sem precisar pensar muito. ;)

A Menina que Roubava Livros - Marcus Zusak

O título me chamou muita atenção, então pedi o livro emprestado. Isso no final de 2012.
Quando comecei a lê-lo, já em 2013, e notei que se passava na Alemanha nazista, em meu embate pessoal, acabei deixando-o de lado. Na terceira tentativa, fui até o final.
E que história linda.

O nazismo alemão, a guerra que chegava, as dores provocadas por ela.
E no meio de tudo isso, uma menina. Que perdera o irmão para uma doença e a mãe para os nazistas.

Quando terminei de ler este livro, narrado pela Morte em pessoa, fiquei estupefata.
E quando soube que seria adaptado para o cinema, fiquei muito contente. Seria uma boa história, se bem dirigida e roteirizada conforme a história contada no livro.

Com Geoffrey Rush e Emily Watson como protagonistas, junto à pequena Sophie Nélisse, o filme retrata bem como foram dolorosas as perdas provocadas por uma das maiores desgraças concebidas por seres humanos: o nazismo.

Liesel, interpretada por Sophie, é recebida por pais adotivos, e com eles aprende a viver em família, a ler e escrever, ganha amigos (Rudy, seu vizinho, e Max, um rapaz fugindo da tristeza de ser levado para um campo de concentração) e, por um acaso da vida, tem verdadeira paixão por livros. Livros estes que embalam sua vida.

No livro, a história desta paixão pelos livros é bem abordada e elaborada para demonstrar ao leitor o quanto ela os ama. Ver isto transposto para um filme, para mim, ficou um pouco a desejar. É possível perceber esse amor, mas ele parece criado no meio da trama, não parece fazer parte dela.

O filme, de Brian Percival, é bem dirigido, tem belas fotografias e coloca Sophie em destaque.
A garota se perde um pouco em seu personagem em alguns momentos, mas no geral tem uma boa atuação.

De Geoffrey Rush e Emily Watson não há muito que esperar, interpretando bem seus papéis, realizam aquilo para o que foram designados.

A fotografia do filme é boa e retrata bem as ruas alemãs neste período obscuro de sua história.

O filme é quase todo fiel ao livro, tendo apenas seu final um pouco modificado para atender ao roteiro, mas no contexto geral, esta adaptação merece um 10.

Recomendado.