Dando continuidade à saga de Jorg Ancrath, depois da leitura de King of Thorns ou Rei dos Espinhos, fica realmente uma sensação um tanto de "O que foi isso?".
Para quem quiser ler a resenha do primeiro livro, Prince of Thorns, só clicar aqui.
Vamos agora aos comentários sobre este FANTÁSTICO segundo volume da trilogia dos espinhos.
Nele, o autor nos apresenta um Jorg mais velho, já Rei de seu próprio castelo, mas não menos bélico ou com menos interesse em conquistas.
Seus medos e desejos, sua paixão por Katherine, suas alianças, tudo muito bem organizado, ainda que em uma estrutura não linear - o que me incomoda bastante, mas funciona muito bem nesta série maravilhosa, trazida ao Brasil pela incrível Editora Dark Side.
Buscando defender seu trono e suas terras de um príncipe conquistador, que, segundo todas as profecias, se tornará Imperador, Jorg precisa, dessa vez, enfrentar seus próprios fantasmas, seus medos, os Magos e Profetas, além de todos os outros que querem sua cabeça - numa bandeja ou não.
As idas e vindas do rapaz, suas estratégias, seus planos e suas alianças funcionam bem, muito bem, e no final... Bom, o final fica pra quem ler essa linda obra de Mark Lawrence.
De uma forma inesperada, incrível, cheia de reviravoltas, muito sangue e imaginação, o autor carrega o leitor por momentos de lutas, desafios, medo, respiração suspensa, apreensão e alívio.
Há momentos de lágrimas também, o que traz um bom equilíbrio à relação de Jorg com seu espectador, fazendo deste anti-herói, nosso herói. Um herói diferente, delicado e tenso, com muito a mostrar pelos caminhos que nos leva.
Uma história densa, cheia de ideias pesadas, de sentimentos pesados, política, estratégias, jogos familiares e muito enfrentamento. Assim é King of Thorns.
Para ler aos poucos e se lembrar sempre de cada um dos passos, em falso ou não, de Jorg Ancrath através de um mundo enlouquecido, que fez de um menino um monstro e que agora o transforma num homem louco e, ao mesmo tempo, são.
Vale cada palavra lida. Cada página virada é um momento de angústia e prazer.
Nota 9,5! :)

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