quarta-feira, 14 de setembro de 2016

Hemlock Grove - Série Original Netflix

Finalmente terminei de assistir a série original Netflix Hemlock Grove.

A série foi desenvolvida com base no livro homônimo de Brian McGreevy, um dos desenvolvedores.

Com produção da Netflix, pelas mãos de Eli Roth, a série foi encerrada na terceira temporada, com um fechamento,  para mim, bastante ameno. Principalmente por se tratar de uma série pode estão envolvidos lobos/lobisomens,  vampiros e experiências genéticas bizarras.

No começo, a série parece promissora,  abordando conceitos antigos e lhes dando uma nova roupagem, mas no decorrer dos capítulos,  ainda na primeira temporada, parecem perder um pouco a mão, deixando o espectador,  levemente,  frustrado.

A segunda temporada,  ainda no gancho da primeira,  começa bem, mas do meio para a frente se perde, e perde também aquele que vinha gostando de assistir uma história, até então,  legalzinha. Apesar de começar bem, no final, termina cheia de falhas de roteiro e buracos estranhos na história. Talvez na tentativa de melhorar e enriquecer com ainda mais detalhes,  incluindo novos personagens, estragaram o que tinha de bom.

A terceira, e última temporada,  lançada ano passado, tinha tudo para dar um fechamento classudo e digno para a série,  o que, infelizmente, não ocorreu, caindo no mais do mesmo das vinganças e nas bases retóricas de inimizades entre lobos e vampiros.

Sobre as experiências genéticas, que poderiam ser uma boa ideia para encerrar a série,  os produtores, simplesmente, as deixaram de lado, dando ênfase apenas ao mais do mesmo. Mais uma vez.

Resumindo : se já começou a assistir,  termine. Garante alguns bons momentos.  Se não começou ainda,  e gosta de ficção científica,  aproveite e assista. Há algumas boas situações e momentos, mas se não gosta, deixe para assistir quando tiver tempo. O terror não é assim tão intenso, e as mortes e tramas que tinham tudo para serem incríveis,  são fracas e, algumas vezes, até desnecessárias.

Nota 8.

domingo, 4 de setembro de 2016

Mulheres, Comida e Deus - Geneen Roth

Trinta e dois dias. 32!
Foi o tempo que levei com este livro, tamanha sua intensidade. 
Indicação da terapeuta nutricional e Coach Lydiane Bragunci, mexeu demais com tudo o que eu imaginava que estava trabalhando para mudar e melhorar. E muito ajudou neste processo.

Em poucas páginas - 143, exatamente -, Geneen Roth me transportou à minha infância, à minha adolescência, aos sentimentos revoltosos relacionados com as pessoas e com a comida - e com o que foi feito disso.

E não aconteceu diferente com outras pessoas. O modo e a abordagem de Geneen realmente mexe com a gente. Provavelmente até com uma pessoa muito bem resolvida consigo,  mas que tenha uma relação complicada com a comida - sejam elas quais forem.

Neste livro ela mostra a importância da nossa relação com a comida, com Deus, com nossas emoções, e o que fazemos de tudo isso, desmistificando crenças e mostrando caminhos que não são tão facilmente percebidos - muitas vezes por medo, por insegurança, por não querer enfrentar o que temos sentido, ou as pessoas que estão ao nosso redor e que nos são queridas, mas que nos ferem com palavras ou com atitudes - ou os dois. 

No decorrer das páginas é possível perceber o quanto nos anulamos, nos ajustamos e nos deixamos levar por tudo e tantos e, aos poucos, ajustar essas situações e, consequentemente, nossa relação com a comida. 

Comer faz parte da vida. Precisamos comer para viver, a grande questão é como fazemos isso e o quanto valorizamos positiva ou negativamente esta situação. E, principalmente, as mulheres, são cobradas desde sempre e, desse modo, sempre controladas e impedidas de fazerem o que querem, de serem como querem, por conta de uma sociedade impositiva e, para mim, doente. E relacionar emoções, sensações, dores, amores, na comida faz parte da vida, do comportamento humano, porque nos proporciona prazer - seja ao consumir um alimento que adoramos, seja ao ter a mesa cheia em uma reunião familiar.

Ler este livro foi libertador, apesar de complicado por me obrigar a olhar para dentro de mim e perceber que muito do que vivi lá atrás ainda está presente e ainda me fere e me faz sentir raiva e tristeza.

Mais do que isso, ler este livro me mostrou como é possível viver tanto e intensamente sem precisar ter a comida o tempo todo presente.

E que isso tudo é possível para qualquer pessoa que esteja disposta a olhar para dentro de si e ver e querer mudar e melhorar.

Nota 10!